De braços torturados
às alturas, esperando
pelo resgate do vento
que uiva junto aos ouvidos
e cabelos
enquanto crucificado
de olhos abertos e
cerrados, no cruzeiro
do sul, com pregos
de estrelas abandonados
no remanescente
dístone almiscarado.
E as nuvens imitam
a carne de um gigante
lagarto, e a lua pulsa,
dístone almiscarado:
seu coração
quase-tetravalvulado
até a extinção inexata
do solar meteoro da
póstuma madrugada,
setembro, abril, março,
mais nada, mais nada.
Líderes em suas cadeiras
de tutano e cegueira
reparadora, caindo de
seus punhos esquerdidas
e direitistas do túmulo
revolucionário
da América Central.
De braços torturados...
onde está o branco
dos dentes quebrados?
a morte incansável
das paredes de mármore
ainda perpetua gritos abafados
aos meus ouvidos;
um segundo.
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