terça-feira, 30 de março de 2010

Revolución de um segundo

De braços torturados
às alturas, esperando
pelo resgate do vento
que uiva junto aos ouvidos
e cabelos

enquanto crucificado
de olhos abertos e
cerrados, no cruzeiro
do sul, com pregos
de estrelas abandonados

no remanescente
dístone almiscarado.

E as nuvens imitam
a carne de um gigante
lagarto, e a lua pulsa,
dístone almiscarado:

seu coração
quase-tetravalvulado

até a extinção inexata
do solar meteoro da
póstuma madrugada,

setembro, abril, março,
mais nada, mais nada.

Líderes em suas cadeiras
de tutano e cegueira
reparadora, caindo de
seus punhos esquerdidas
e direitistas do túmulo
revolucionário

da América Central.

De braços torturados...
onde está o branco
dos dentes quebrados?

a morte incansável
das paredes de mármore
ainda perpetua gritos abafados
aos meus ouvidos;

um segundo.

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