sábado, 13 de março de 2010

Marô

Por fome de espuma,
desejando tanto o mar

assim como, de no mijo,
haver a uréia fervilhante
na grota escuna

velejando no crispo sal
desfaz a bruma que desenha
carneirinhos encardidos
no muro do quintal

em ondas verdes, verdes
distante o navio
que vai

no xixi esmeralda
salobra, que escorre
das pernas branco-nuvem
de mil e uma
criaturas angelicais.

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