Pois que de surgir
nas persianas cinzentas de nuvens
brilhando em meio olho de gato
de turva pálida face
escondida nos bancos de areia
dos mares escuros, do oceano deserto
de grãos de estrelas fingidas
e cinturões, e Marias,
e Josés, e Alines, e Pedros,
e Robertos, e Ursas, e constelações
e bolsão de ar precoce do céu.
Parte de luz e flácida de distância
de gravidade séria, de estúpida
predominância, de parir de encostas
a marés em cheia, desmembrar espumas,
revelar sereias.
Desfazer em sal a maresia da carne,
do soluço da chuva vadia e das baladas
retorcidas de meia-noite,
o bote da cratera
engolir da gargante profunda da escuridão,
onde morre o dragão, da boca na boca
do homem, na boca da boca do lobo
De cantinho de unha
que cresce num meio-dia safado
de nuvens fugidas, de semblante
abafado, mordaça de céu
e raiar de dia,
única posição celeste, cipreste,
englobada, mesmo em negrura
no contorno a face,
porra louca, coisa à toa,
coisa lua.
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