domingo, 14 de março de 2010
Quase-parágrafo no. 1 - Caravelas
Perdido nesse mar de coisas macias, meus olhos flutuantes - globos perdidos por dentro da cavidade ocular – decaem no profundo silêncio do falso sono; plantas carnívoras – pálpebras - fecham suas supostas bocas, engolem o castanho, o negro, navegando no branco defasado do mundo. De braços, feito mensagens perdidas, espumas calejadas sobre ondas, esparramando semicírculos na pele fria, tão fria, tão oceânica e quase sem fim, enquanto dez naus formigam por toda vastidão, explorando os caminhos tão mais distintos até as Índias. Naus, naus, tão nuas, essas mãos que são suas, da companhia – perdida – de navegação.
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