sexta-feira, 26 de março de 2010
Quase-parágrafo no. 5 - Aterro
Das cavernas, do estremecer das monarquias citoplasmáticas, eis que preenchidas sob a casca, a crosta, o sangue em forma de luva, o sangue em forma de lava - de que vide o contrário -, nas câmaras abismadas, respaldos soterrados. Dentro do homem, cego, a rocha derretida, o ego, e a margem do mar de nada, a alma fosfolipídica; no prana defasado, o sulco do karma. Das descendentes mortalhas corpóreas, das formações epidermo-cristalino-rochosas, as grandes rochosas, as cordilheiras-raivosas, o intemperismo de seus milhares de vidas, vidas vistas, tocadas, não passadas: do seio materno ao bruto carinho paterno, a respiração polivalente do arder nos pulmões e nos adeuses de tantas mãos, a expulsão da carne, a clemência das pernas. Pernas, entrepernas, peripernas, pernas: lugar comum do retorno, do suborno, de certos homens - e de certas mulheres - em busca do peixe abissal, de frondosa castanha miúda e gulosa, isca fundamental; placas tectônicas separatistas, eis que ciclones imperceptíveis desabam na superfície de todos nós: cavernas temperamentais; placas tectônicas, tantas coisas, porcarias, minerais.
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