segunda-feira, 1 de março de 2010

Lacuna

Ontem mesmo, um ano de minha vida
não havia passado, e na distância
havia algo de incomum e inexplicável

na maneira como batem as asas
e flutuam imensos minúsculos
diante de mim.

Vinte e quatro horas depois,
três meses se passaram
e não há nada de novo,

além dos ossos engavetados
das pirâmides embargadas

das palavras outorgadas;

na maneira como batem as asas
e flutuam imensos minúsculos
diante do nada. E o mundo é tão vasto

que chega a ser nada.

Mesmo às nuvens que copulam chuva
no céu; até vinte quatro horas de
três meses atrás.

Nenhum comentário:

Postar um comentário