Como quando conquistei
a desesperada esperança
dormindo calcário e perdido
nas crateras da lua
de palavras mudas,
pele fria e coxas nuas,
pressionando o corpo contra
o corpo
como faz o vento
na retirada branda do fôlego
da superfície oceânica
do mar entrecostas
Como quando reaprender
a surdez fixa das estrelas,
seres gritantes em seus rastros
de luz morta do espaço
de cascos em cólera
marcando cada uma das conchas
na macia e úmida areia da
praia
quando descubro algas
planando sem razão aparente
o silício ferindo a membrana
do silêncio, tão terrível,
inevitavelmente amado,
Como quando conquistei
a desesperada esperança.
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