quinta-feira, 15 de abril de 2010

Barreira de Corais

Como dentro do mar,
liberto em corpo

flutua junto da espuma
a também branca alma

que também é verde-mar,
que também é azul-oceano.

Mergulhando no semi-infinito
salgado das barreiras
de corais e de mãos entrelaçadas

a crosta submissa do resgate
que permeia a costa abissal da terra,

como dentro do mar,
errante em cestantes
e mergulhado nas marés sazonais

no soerguimento lunar e nas coisas
basais e intermitentes,
escravo das correntes perdidas

Como dentro do mar,
liberto em sonífera morte;

deságüe inconstante em delta,
em crisálida impermeável de luz

até o brilho luciferino
e inválido, que corrompe o silêncio
da superfície,

que também é verde-mar,
que também é azul-oceano.

Nenhum comentário:

Postar um comentário