Como dentro do mar,
liberto em corpo
flutua junto da espuma
a também branca alma
que também é verde-mar,
que também é azul-oceano.
Mergulhando no semi-infinito
salgado das barreiras
de corais e de mãos entrelaçadas
a crosta submissa do resgate
que permeia a costa abissal da terra,
como dentro do mar,
errante em cestantes
e mergulhado nas marés sazonais
no soerguimento lunar e nas coisas
basais e intermitentes,
escravo das correntes perdidas
Como dentro do mar,
liberto em sonífera morte;
deságüe inconstante em delta,
em crisálida impermeável de luz
até o brilho luciferino
e inválido, que corrompe o silêncio
da superfície,
que também é verde-mar,
que também é azul-oceano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário