terça-feira, 20 de abril de 2010

Os dentes da lua

Três quartos
de xícara branca.

que mingua
que cresce,

enche e
desaparece.

Negra constelação
de grãos de café,

e o sorriso de lua
estende a madrugada,

ilumina o coração
vagabundo que
sorri e pulsa
dentro da

nefasta nebulosa
com cheiro de chuva.

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