Que de mais
cismar com os pássaros
e asas que brotam branquinhas
na indiferença azul-celeste
na putice amarga dos cristais
brotados das folhas verde-vivo.
Que de mais
cismar com versos
e carinho intermitente do pudor
deslizando como gotas maliciosas
ao redor dos bicos dos seios
refazendo o caminho perdido
na distância insignificante
da partida.
Que de mais
cismar com os vermes e larvas
e coisas da terra barrosa
ou negra, ou vermelha, rubra,
esbranquiçada e obscura,
de raízes perfurantes buscando
os sais fundamentais
no suor e no gozo febril,
na inconstância terçã
do desejo.
Que de mais
cismar com cada significado
e impreterivelmente
com avacalhações
e passos errados de valsa;
incondicional no erro e na
discórdia
na conjunção disjunta, eterna
e brilhante dos elementos químicos
simples:
trans-mar
cis-mar
mar adiante,
não adiante, pontes de hidrogênio
rompidas na respiração
memorável das brancas espumas
do cis-mar:
a-mar.
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