Pescador de
mãos morenas
de dedos marcados,
calos, colos, laços,
da madrugada, puxa,
a rede clarinha
enterrada
na areia da praia
areia fininha,
areia, de nada.
Os barcos, barquinhos
distanciados, corroendo ao longe,
as estrelas, do mar, presas,
às pressas, arrastadas pelo peso das
marés, e gaivotas dos pesares
dos mares, dos lares
dos ares, sem pares, sem pés,
sem lares ou quaisquer coisas
sem azul imensidão em verde
Velas ao vento,
o pano ex-branquiçado,
agora encardido, sal, o sal
dos fiapos de tudo
decapitados e perdidos
no mundo.
O pescador de
mãos morenas
arrebata molhado
e arrasta, puxa, resgata
o nascer do sol
de dentro das águas escuras
da madrugada.
pelo visto vc anda indo à praia! hahaha
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