domingo, 23 de agosto de 2009

A bruxa de Drummond

Tudo quieto,
tão quieto, tão quieto demais.
Pordemais, sussurros valeriam
como trovões de tempestade

e uma estrela miúda valeria
como raio rasante,
desfoque, paralizante.

Numa solitária ascenção
de nem tantas 2 milhões
de pessoas.

As nuvens afastam-se
e aos poucos um estranho céu azul
aparece na negrura da noite:
em degradê,
em sabe-se lá o quê.

É possível ouvir
o farfalhar obscuro do silêncio e,
nele percebemos a bruxa,
não tão menos bruxa por si só,
mas era a bruxa de Drummond.

O baque não era na porta
o estalo não era beijo
o sopro não era vento
o sorriso não era desalento
o ruído não era voz

era só um descontentamento
individual]
de todos nós.

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