"No mar estava escrita uma cidade"
abandonada nas ondas,
vagando devagar por onde olhos
pudessem acompanhar.
"No mar estava escrita uma cidade"
varrendo distâncias
e longos carneirinhos brancos
pulavam falsas marolas
e transformavam lembrança
em pôr-de-sol.
Era sempre início
no mesmo Janeiro sem fim:
"No mar estava escrita uma cidade".
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