Não, não sei. Apenas teorias e um monumento magnífico dedicado a todos os eu acho isso, eu acho aquilo. E uma brainstorm ridiculamente intensa, que tende ao infinito. Tudo, tudo, tudo, em fast foward. Existe a insatisfação crônica, uma espécie de febre malárica completamente aperiódica e ostensivamente maligna, numa compulsão de ir. Ir? Ir indo, partindo, seguindo, ir indo. Ir. De preparada mochila, lotada de provisões, mudas de roupas, alguns dois três livros, escova de dente, algum dinheiro. E no pico dos 39, 40º, desnaturadas todas as enzimas que mantêm a reação constante, inexorável e inalterável de todos os dias.
O homem é livre até o momento em que concebe o pensamento da liberdade. Até que seja contaminado pelo ar tóxico dos milhares de traças, livros, idéias, palavras. E é então que o mal enraíza com todos os seus milhares de braços por todo o corpo. Quando o vírus, bactéria, protozoário, multiplica sua existência e contamina todas as células, quando se deseja a liberdade. O céu arde brasa azul, completamente incomum, suspira em fumaças brancas. E não se enxerga mais que a única cor visível aos olhos fechados. Mataram os deuses, um a um, e construíram em seus lugares, gaiolas e palácios. Se realmente existe um deus, Deus, ele está em todas as coisas, que existem no real mundo real. Não, não sei. Apenas teorias e um monumento magnífico dedicado a todos os eu acho isso, eu acho aquilo. Mas ainda quero ir.
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