sábado, 22 de maio de 2010

Trampolim

Quando mergulhei
do alto da lua

esqueci palavras,
histórias, nomes,
tantas cousas

pousei de pele nua,
cercado por poeira

e o oceano de coisas
vãs que perseguem o
vazio, a pressão

submarina dos
náufragos e almas
abandonadas juntas
do céu azul.

Quando mergulhei
do alto da lua

houve fôlego
suficiente

a cruzar os lagos
submersos no sol

de março, quando
se abraçam os braços

quando cada saudação
é contravenção premeditada
de mais um adeus;

tantas cousas
e espuma esparsa,

palavras soltas.

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