Quando mergulhei
do alto da lua
esqueci palavras,
histórias, nomes,
tantas cousas
pousei de pele nua,
cercado por poeira
e o oceano de coisas
vãs que perseguem o
vazio, a pressão
submarina dos
náufragos e almas
abandonadas juntas
do céu azul.
Quando mergulhei
do alto da lua
houve fôlego
suficiente
a cruzar os lagos
submersos no sol
de março, quando
se abraçam os braços
quando cada saudação
é contravenção premeditada
de mais um adeus;
tantas cousas
e espuma esparsa,
palavras soltas.
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