sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Vinte mil léguas (submarinas) no espaço - NOVA VERSÃO.

Há de uma delicadeza
em morrer contornado
por pequeninas estrelas
e ser enterrado sem vê-las

sem tocá-las, sem sabê-las
sem cheirá-las, sem comê-las
enquanto a poeira cósmica
afunda e flutua solenemente

o corpo no sal,
impávido granito
que constitui galáxias.

O esporro, o sangue,
carteira de identidade,
sem idade, sem nome,

o homem se consome
num buraco negro feito em cu,
chamado mundo.

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