Queime e abrace
a chama que dança
na beirada da mesa
A interface da face,
o pé da cadeira,
a flor da couve,
as bruxelas almiscaradas
o nó das orelhas.
O ruflar de tambores
do imenso desespero
de cinco dedos em desejo
e dois donos de uma só mão,
a cera derrete e escorre
não há mais chama,
a escuridão derrama
as mariposas perdidas
na luz do lampião,
o amor é lamparina
e a chama, paixão.
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