quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Exotermia

Queime e abrace
a chama que dança
na beirada da mesa

A interface da face,
o pé da cadeira,
a flor da couve,
as bruxelas almiscaradas
o nó das orelhas.

O ruflar de tambores
do imenso desespero
de cinco dedos em desejo
e dois donos de uma só mão,

a cera derrete e escorre
não há mais chama,
a escuridão derrama

as mariposas perdidas
na luz do lampião,

o amor é lamparina
e a chama, paixão.

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