sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Navalha

A carne do espelho
já não anda madura
e o gosto da faca
perdeu o seu corte

o caminho do céu,
o leste, o sul,
o oeste, meu norte

o pedaço do fim
não termina na morte

As rugas do tempo
fedem ao piche do asfalto
e os passos na areia
estão soterrados

o caminho do céu,
o leste, o sul,
o oeste, meu norte

o que começa em mim
não depende da sorte.

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