quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

sem Sentidos.

Seu gosto céu azul
em si maior aumentado

tem cheiro de veneno doce
que queima demasiado

na minha pupila castanha
de absurda treva semi-absoluta
onde dilata o tempo e mesmo assim
ninguém lê por completo

fora a pele por debaixo do pêlo
a carne por debaixo da carne

as nuvens enchem as mãos
em meus cabelos, bagunçados
só pra entendê-los nos

fins de tarde.

E é quando seu gosto
é madrugada de horizonte
sem total-treva e com cheiro

de valsa brasileira em
sol maior.

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