Ela me amava,
amava profundamente
como quando se ama
a distância só por ser
triste. Tão profundamente
quanto o mar pode
e não pode ser.
Suas mãos eram duas
âncoras pesadas que me
mantinham no litoral
e próximo ao oceano.
Meus dedos lhe prendiam
os dedos e passavam fio
por fio várias criaturas marinhas
que eu mal ouvira falar.
Até então só conhecia
certas espécies de tartarugas
aquáticas e peixes e águas-vivas
de longe. Foi assim com
o amor, foi assim com a saudade,
tão profundamente e agora
respirando distante e longe de
casa
tão naufragado
tão fora d'água.
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