sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Balada dos versos quase-brancos

Arrasta braços e desfaz
em maré de tantas coisas
tão cegas, surdas, mudas e
esparramadas pelo chão.

Então arrasta o rosto inerte
e traga o soluço morto
na fumaça lúcida e das
valas nuas de desilusão.

Devora os passos e contrai
as nuvens de folhas mortas
loucura exposta e de algodão,

Abre os olhos e mergulha nu
num temporal de pálpebras
roupagem falha e encenação.

2 comentários:

  1. "valas nuas de desilusão"
    adorei isso...

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  2. n curto versinhos com "ão" mas esse ficou muito do bão! como direi... Forte!
    heheheh!

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