domingo, 21 de fevereiro de 2010

Sobre a água que brota da terra

Pois; E pois então que jorre,
nasça do ventre pálido
a mão que brota e então morre
nas margens do rio cálido

Que murmura junto aos seixos
dos dois montes, cumes, seios;
e esvai nas coxas em beijos
na morte de luz e anseios.

Pois; E pois que escondam cristais
n'água, do brilho morno das
marés distantes do homem

Pois que em questões fundamentais
e nos olhos absortos, nas
coisas comuns e sem nome.

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