Toca o despertador. Não dá pra falar ‘mais cinco minutinhos, por favor’. Até porque não seriam cinco minutinhos. Levantei pra cumprir o prazo. Pra atingir a cota diária, a cota mensal. Pagar as contas, você sabe. Alguns dos artigos já estão prontos, faltam outros três pra fechar todos os pedidos. Trabalho como freelancer, escritor freelancer. Hoje em dia não-tão-freelancer assim, as mesmas revistas me pedem artigos e se aparece alguma coisa nova é por indicação. Meu emprego é tirar emprego dos outros, outros contratados pra fazer seu trabalho regularmente com sua coluna pré-determinada. Minha consciência não pesa e eu me sustento a partir disso.
Os lugares sempre parecem mais distantes quando se está com sono/cansado, e quando finalmente chegamos lá parece que o percurso foi apagado da nossa memória. Não se acorda sem dar uma bela mijada. E eu não lembro de ter chegado no banheiro, só de já estar lá, já no meio da mijada. E depois dando descarga, lavando as mãos e o rosto. Teletransporte. Agora na cozinha esquentando água pra fazer café. Depois de beber duas xícaras o poder foi embora e tenho de me contentar de ir até o computador a pé. Todo mundo tem suas manias pra trabalhar. Tem gente que ouve música clássica, eu até tento de vez em quando, mas não consigo trabalhar direito sem Led Zeppelin. Houses of the Holy, sétima faixa, No Quarter. Batizar a garrafa térmica com licor e acender um cigarro pra que tudo seja feito em paz.
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Oi, Felipe!!!!!
ResponderExcluirTambém preciso de muito café pra dispertar, e eu ousso kelly clarcson, nikel back, ne-yo, dentre outros pra comessar o dia bém animada para que o trampo renda!
boa quinta-feira pra vc.
dorinha.
ps:
http://dorinnha.blogspot.com