Lá fora
um céu azul.
cá dentro,
carquético e hermético,
recosta na janela
Num parapeito
que nem sequer Deus me livre.
Uma caixinha limita o horizonte
que não vejo.
Fora meus olhos, e paredículas, ridículas
de azulejo.
E nuvens empoleiradas nas laterais do
sol
zombam da prisão de nada
que me contém.
Céu,
gigante poça d'água do universo;
azul pra cacete.
e ainda há quem me mantenha
tão longe dele,
azul pra cacete.
ao quadrado da limitação
resta o que me desfaz.
Sem teto,
sem paz.
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