Minha vida
não cabe num disco
num outdoor
num papelete
numa manchete
numa coluna de jornal
em contreau
em vinte e cinco de
março
em antigo carnaval
em passos largos
em lugares alagados
em metrôs movimentados
em serpentear
da areia que dança no
chão.
E tudo
são crostas absurdas
cortes suturados
palavras imundas,
queimaduras de sol,
unhas encravadas
farpas, espinhos,
fraturas, espadas
e bolas de papel.
Minha vida cabe
na plana palma
da alma plena
da minha
mão
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