O cais de naufrágios
repleto de ossos desiludidos,
tão brancos, tão roídos,
tão velhos, tão moídos,
de todo o sufrágio
do tempo que passou.
Minha sonora incompreensão
posta em gestos mudos,
tão calados e gritantes
em sua fiel reverberação.
Sua forma feminina
e sua nuance, tão franzina,
soltando passos aleatórios
nos traços incontroláveis,
absortos, confabulatórios
de simplesmente existir.
E no exílio sombrio do teus olhos,
meus elogios são o catalisador
do teu sorriso.
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