Esplêndida é a morte de treva
que se consome.
Torpedos inteligíveis são
disparados da lua cheia,
invocando do sangue, da carne
o romantismo amargo
dos dias que devoram.
Existe uma única chance
em sair ileso
do paraíso de pedras
que desmorona.]
É desnudar a face que corrompe
o beijo
tragar o medo, trazê-lo à tona
junto ao desejo
que atordoa (desmonta)
e desencanta o peito
do seio, do pé
da cama.
Desalmar o corpo,
apagar a chama
desfazer o infiel traço
monótono do braço
que circunda o abraço
e deságua mortalmente
nas róseas rochas
da unidade
de uma separação.
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