terça-feira, 8 de junho de 2010

Café

Hoje, e ontem,
e sempre,

há uma leveza no
escuro café escuro

e na espuma que flutua
indecisa entre a cisma
e a crisma absurda da

colher de açúcar.

Hoje, a fumaça explode
lenta e curta, convulsa

e desconexa.

O sol
cheio de leite até a borda,
derramando pelas beiradas.

Hoje, e ontem,
e sempre.

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