Desci da garupa e encostei no muro. Ela encostou a moto, desligou e me olhou como se estivesse estudando meu próximo movimento. O sinal abriu e os carros continuaram passando como se nada daquilo fosse realmente importante. E não era, não pra nenhum deles. Meu universo e constelações adjuntas e planetas em suas órbitas, os rabos dos cometas e a poeira das estrelas cadentes e tudo mais. Só pertencia a mim. Todos os outros telescópios e todas as atenções e apreensões estavam voltadas pra lugares distantes. Eu me sentia mal por aquilo. Tudo continuava do mesmo jeito. Ela desceu da moto, sentou na calçada e me puxou pra que eu fizesse o mesmo. Olha, vamos esquecer que eu parei de fumar. Fiz que sim. Ela acendeu um Marlboro. Olha, vamos esquecer que eu não fumo. Ela sorriu e fez que sim, acendeu outro e me entregou. Ela sabia que eu não me importava de perder vinte minutos iniciais da aula. Eu não me importaria de perder o dia inteiro de aula. Quando o semáforo fechava nas duas ruas, conseguíamos ouvir a ponta do cigarro queimando, estalando baixinho e rápido. Que barulhento. Ela riu. Parece baseado. Acho que sim. Ficamos em silêncio de novo. Mesmo com o som do trânsito, do vento, das pessoas, das máquinas, da pizzaria e dor bar da esquina, o mundo estava em silêncio. Como num clichê imprestável, o tempo parou.
Gostamos. *-* Porque? Porque o Felipe sabe fazer textos fodas. Não acredita? Leia o resto do blogger e comprove (: Concerteza não vai ser perda de tempo, bjs.
ResponderExcluirPs: Deixe a preguiça de lado e leia. sério. :3 rs
E porque eu acho que o personagem é o autor?
ResponderExcluirhaha
Mas, se parece taaanto com você :}
:**