A noite iça a branca
vela da lua e o mar
de escuridão carrega os pescadores
no saveiro de bordas nuas.
O farfalhar das ondas
incapazes do infinito,
o infinito povoado de sereias-cadentes,
carregando seus seios soltos
no espaço. O infinito de es-feras mortais,
dos pentes cheios de dentes
e as estrelas tortas
na proa e no leme. A madrugada
fria e seu sal abstêmico,
as redes jogadas no mar
e o mar diluído no mundo
até que o arrastão traga de volta
o dia dos homens
e os homens dos peixes.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Espuma
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