A areia fazendo uns desenhos curvos e esquisitos no ar. O resultado parece como quando todas as nuvens estão fininhas e apontando pra um lugar só de um jeito meio torto. Que parece com a areia de novo. Só que molhada da beirada do mar no raso, desenhando os banquinhos de areia pequenininhos e vem aquela sensação curva e esquisita nos pés.
Onde você mora?
Você sabe onde eu moro.
Não. Quero saber onde você mora.
Tá bom. Entendi. Fecha os olhos.
Pra quê?
Fecha.
Pronto.
O que você tá vendo?
Nada.
É aí que eu moro.
No nada?
Não. No infinito.
O infinito é grande demais.
Não dá pra ver, né?
Isso.
Qualquer lugar é o infinito?
Só quando ainda não der pra enxergar.
Fecha os olhos também.
Pra quê?
Ela sorri com o cabelo escondendo tudo que não é sorriso pra me obrigar a entender que não há nada no mundo além daquele sorriso.
Pra voltar pra casa.
E o resultado é exatamente igual a todos os anteriores.
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