sexta-feira, 19 de junho de 2009

Quando caminho no mar

Ouço as turbinas do mundo
movimentando um grande céu marinho
de estrelas profundas, nuvens espumantes
e gaivotas-carneirinho.

O rosa fim-de-tarde
estende e arde
num firmamento
que imita dunas de um deserto,
incerto, intento,
insento de homens e vozes
de uma cinzenta modernidade.

E meus pés caminham
burburinhos de um céu salgado,
azul, verde - ouro amalgamado
que brilha em ondas
de uma lua das profundezas
que nasce ( e morre),

nas marés de tantos pés
na correnteza de abraços,
descalços, roçando no chão.

E o mar flutua leve
no pesado oceano,
de tantas mil criaturas
no surreal e humano
vasto coração.

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