Mesmo sem sentido,
mantenho a ânsia
na saudade crescente
de embrenhar por densa mata
de cabelos,
e em sua nuca
acasalar meus dedos,
e em seu rosto
procriar meus beijos,
como fazem estrelas
no fim das tardes frias:
- uma por uma,
salpicam o caldeirão celeste
com pedrinhas de açúcar.
Te amo.
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