Hoje cortei minhas mangas
e meus cabelos e os alfinetes não me
poem os cotovelos enquanto
eu disparo contra o céu
de olhos abertos.
Ainda parece setembro
e o outono é frio e abafado,
não há meio termo e
o céu é um campo aberto
os corvos estão famintos
e eu sinto pena do trigo
e dos cadáveres das nuvens
estirados todos azuis
contra o velho milharal sem cor.
O improvável me
condena e me destrói
enquanto eu
só consigo ser ambíguo e
imoral. Enquanto o depois
é mais uma mentira
absurda e descrente.
Gostei muito de seu texto, me tocou profundamente. Valeu!
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