Nove décimos de mim já morreram, mas eu guardo o décimo restante como uma arma. Não há mais munição. Não a mesma munição que
eu guardava entre os dentes
esperando as cápsulas de mercúrio percorrerem
o céu. O céu deprimente.
Não há mais estrelas
o tempo está - realmente -
fechado e eu acho que
não faz a mínima diferença
qual o calibre das trombetas ou
se os deuses são bons de tiro,
morram-me os alvos, todos.
O que restou do meu coldre
sem armas de fogo
cabe no último suspiro
do duplo cano do meu próprio paraíso.
O que restará?
Vão cheirar todo o pó
e não vai sobrar pó
pra homem nenhum
retornar. O que será? Resta
a mim
estar comigo.
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