Hoje, dormi ao som da chuva
esperando por dezembro.
Ninguém bateu à porta,
o telefone não tocou,
a telepatia estava muda
e não haviam pombos voando.
Acordei aos poucos do sono antrópico
esperando por dezembro.
Não haviam pegadas na entrada da casa,
os corpos e pratos e talheres permaneciam
inalterados, no armário,]
as luzes estavam todas apagadas
e a televisão estava fora do ar.
Ainda falta tempo pra dezembro
e chegam cartas, pessoas, mensagens,
vestígios
por toda a casa
quando, na verdade, esta,
estará vazia até a véspara do
dia primeiro
enquanto chove e se escutam sorrisos
na lateral das fotografias e xícaras
emborcadas, e o diagnóstico
é a espera incalculável.
Finalmente realmente dormindo,
o incansável não-insônie,
enquanto o quando
não for dezembro.
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